terça-feira, 7 de setembro de 2010

JULI

Num mês frio, chegou uma novidade quentinha aqui em casa ...





Não é linda?! É a nossa nova filhotinha, a Juli. Ela chegou dia 25 de julho para nos fazer companhia e ser a companheira da Nina. 


Depois de um período meio conturbado de adaptação, agora elas não se desgrudam...


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SOBRE O FILME "SEMPRE AO SEU LADO"

Filmes sobre cães são sempre emocionantes, principalmente para quem tem animais de estimação.

Em 2009 tivemos o lindo e engraçado Marley e eu.Em 2010, Sempre ao seu lado, que conta a história de Hachiko, um cão da raça Akita, encontrado pelo professor Parker numa estação de trem.Diferentemente de Marley e eu, cujo enredo tem o olhar do dono do cão, os acontecimentos são narrados pelo neto do professor mas têm o olhar do cão.Essa diferença é fundamental para a reflexão das questões abordadas no filme : lealdade, escolhas e a morte.São questões abordadas pelo olhar canino,mas perfeitamente cabíveis em nossas vidas.Nesse filme temos um quê oriental, responsável por essa reflexão diferenciada, é uma história em que o cão não fica na casa com seus donos apenas por um prato de comida.

Temos toda uma simbologia : Hachiko significa "oito" em japonês, número que é o símbolo do infinito , da perfeita união entre céu e terra.É esta simbologia que move o enredo; Hachi está predestinado a cumprir uma missão : unir-se infinitamente ao seu dono.O falecimento do professor faz com que o cão escolha esperá-lo na estação de trem, até o dia em que morre e assim cumpre o seu destino : reencontrar-se com seu dono.

A trajetória de Hachi é super emocionante, nos remete aos nossos atos de lealdade ao próximo, sem interesses.Nos faz refletir também na questão do luto, de como encaramos a morte de alguém querido, das escolhas que fazemos para lidar e superar ( ou não ) essa perda.Hachi perde seu dono mas o espera rotineiramente, ano após ano, como sempre fez.

Outra cena emocionante é quando a filha do professor, que passa a cuidar de Hachi, percebe que ele não quer estar naquela nova casa, quer estar na estação; ela diz que o ama mas lhe dá a escolha de ir embora em busca de seu destino.Isso é sublime (é em relação ao cachorro mas poderia ser em relação a qualquer ser humano), é encarar o amor como algo que liberta; é permitir ao próximo partir, escolher o seu próprio caminho, libertar e se desprender do ser amado para que este seja feliz, ou pelo menos tente.

No final, Hachi une-se ao dono, não no plano terreno, mas sim no plano espiritual, infinitamente.A cena que mostra Hachi, já velhinho, indo até a estação para morrer e cumprir seu destino, me lembrou muito o episódio da morte da cadelinha Baleia ( do romance Vidas Secas ); assim como ela, que no momento da morte vislumbra um tipo de paraíso, um mundo de coisas boas, Hachi também vê seu paraíso : o reencontro com seu dono.

Todas essas questões abordadas no filme, pelo olhar de Hachi, na verdade são questões humanas, e por isso nos tocam e emocionam tão profundamente...